Verão Espanhol

Olá meus amigos!

Fiz uma trip à Espanha! Si si si, claro claro. Comecei meu passeio por Valencia e depois fui até Barcelona curtir o calorzinho mediterrâneo.

Valencia é uma cidade muito antiga, e que recentemente foi aclamada com o título de Cidade das Artes e das Ciências em decorrência de abrigar um complexo cultural e biológico idealizado por Santiago Calatrava e Felix Candela. Na verdade vários locais de Valencia contam com obras do Calatrava, e eu estava mais que ansiosa pra visitar tudo isso. Além disso, fica na região da Catalunha (ou Catalunya) e portanto as pessoas falam além do espanhol, que é a língua oficial do país unificado, o catalão que nada mais é que uma mistura de espanhol e francês. Na verdade eles são um povo que vive dentro da espanha convivendo com os espanhóis, e toda a rivalidade Barcelona x Real Madrid vem da própria rivalidade entre o povo catalão e o espanhol. Bem, confiram as fotinhas do passeio:

Em Barcelona, mais calor e muito Gaudí (famoso arquiteto catalão). Visitei Parc Güell, La Sagrada Família, Casa Pedrera, Casa Batlò, também deu pra dar uma passeadinha no Parque Olímpico e Castelo de Montjuic, a praia La Barceloneta e mais vários pontos pelo free tour pelo centro histórico. O bairro gótico, o Arc de Triomf, dei uma passadinha no mercado público La Boquería pra comer e admirar a variedade de presuntos que aquele lugar proporciona, além de visitar o Camp Nou onde o time do Barcelona é mandante. As fotos ilustram melhor o passeio, deem uma olhada:

Com certeza depois dessa viagem tenho certeza que vou querer voltar pra Espanha, um país caloroso no clima e na sua gente, comidas e tapas deliciosíssimas…  Levei queimão, fui pra praia, comi muita paella valenciana e presunto de parma. Foi uma viagem de 5 dias muito bem aproveitada, um tour gastronômico inigualável e uma cultura muito parecida com a brasileira fazendo com que eu me sentisse um pouquinho em casa…

Até mais!

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Arquiteturismo em Paris, Bruxelas e Rotterdam

Migos, venho por meio deste contar-lhes sobre uma trip que fiz com somente eu e eu mesma. Durante algum tempo vinha pensando sobre quais viagens fazer no período de férias da faculdade, e por fim decidi que faria um roteiro especificamente “arquiteturesco”. O post está longo, mas cheinho de fotos. Teve Villa Savoye, Versailles, Schröder House, Casa Cubo, Mercado Público de Rotterdam, Atomium e muito mais! Vem ver!


Como queria economizar, optei por me deslocar apenas de ônibus. A primeira ideia que temos quando pensamos em viagens na Europa é trem, não é mesmo? Mas eles não são a opção mais barata de se viajar por aqui, e os ônibus apesar de mais demorados, dependendo o trajeto, até chegam a ter um tempo de viagem adequado e por um preço muito mais camarada, o que ajuda qualquer um não é? Para sair de Londres peguei um Megabus na Victoria Bus Station e segui rumo à Paris. Nesse trajeto fomos pelo Eurotunnel, um tunel debaixo do Canal Inglês, no qual os ônibus, caminhões e carros são “estacionados” dentro de vagões de trem adaptados para isso e que nos levam até a França. Eu fiquei surpresa porque não fazia ideia de como era e nem sabia que o trajeto de ônibus faria esse percurso, mas adorei! Consegui tirar algumas fotos:

Decidi que voltaria à Paris, pela terceira vez, já que nas visitas anteriores não pude conhecer alguns lugares pelo tempo que ficamos na cidade e também porque queria visitar alguns lugares que não têm tanto apelo para o público em geral, mas que eu como estudante de Arquitetura e Urbanismo queria muito conhecer. Um lugar desses é a obra-prima de Le Corbusier, Villa Savoye. Como ela fica localizada no subúrbio de Paris, não tinha tido a oportunidade de visitá-la antes, mas em 40min entre trem e ônibus lá estava eu visitando esse mito da arquitetura moderna mundial. Ainda aproveitei pra subir na Torre Eiffel, visitar o Palácio de Versailles, o novo complexo urbano chamado La Dèfense e consegui dar uma passeada por lugares que não tinha ido ainda como Galerias Lafayette, Moulin Rouge, Basílica de Sacre-Cœr e Le Jardin de Luxembourg como vocês conferem na galeria abaixo:

Ah, e fiquei hospedada novamente do Hostel Le Régent Montmartre, o mesmo que tinha ficado quando viajei com minha família, que conta com ótima staff (muitos brasileiros) e super bem localizado. Custo benefício 10!

Paris e Poissy

Como bônus posto aqui um tour que fiz pela Villa Savoye (e já peço desculpas antecipadamente pelo vídeo estar na vertical, ops):

Continuando o passeio, segui de ônibus até Bruxelas (Bélgica), e a viagem durou a noite toda. Cheguei lá e o dia ainda não havia amanhecido, deviam ser umas 5h, e já que estava tudo escuro e nada aberto decidi pegar um taxi até o hostel onde ficaria hospedada. Cheguei lá e claro que eu não poderia fazer check-in já que era super cedo, mas o recepcionista viu que eu estava completamente destruída e acabada e permitiu que eu entrasse no quarto para poder descansar. Ufa, ainda bem que existem pessoas generosas nesse mundo, porque se eu não tivesse dormido naquele dia eu sinceramente não sei o que faria pois não me aguentava em pé. Depois de descansar pude visitar o Atomium de Bruxelas, fui para o centro histórico da cidade e fiquei passeando por lá mesmo. Nesse dia aproveitei para fazer minhas compras de chocolates e cervejas belgas. No dia seguinte fiz um free tour que conseguiu cobrir vários outros pontos da cidade que eu não havia visitado no dia anterior, como a famosa estátua do Manneken Pis e da sua “irmã” Jeanneke Pis. Vai saber o porquê uma estátua de um gurizinho mijando vira ponto turístico mais visitado de uma cidade como Bruxelas, né?

Bruxelas

Segui meu rumo para Rotterdam, na Holanda, onde pude conhecer toda a história de reconstrução de uma cidade arrasada pela II Guerra Mundial, o que contribuiu de certa forma para sua cara contemporânea. Rotterdam está recheada de edifícios interessantes, alguns bem estranhos, mas todos muito fortes na sua identidade. Parece uma competição para ver quem chama mais atenção, mas isso me parece ser coisa de holandês… hahahaha. Brincadeiras à parte, queria muito visitá-la por dois edifícios em particular: o Mercado Público de Rotterdam e a Casa Cubo. Espetaculares, os dois, me deixaram de queixo caído e muito satisfeita por ter me esforçado tanto pra conseguir visitar essa cidade. Apesar de ventar pra caramba, e o tempo não ser dos melhores, ainda faltava uma visita muito importante pra fechar esta viagem com chave de ouro: Schröder House, localizada em Utrecht a uns 30min de trem aproximadamente. Lá estava eu para o último passeio da viagem, e ainda consegui visitar o Museu de Utrecht, com alguns mobiliários desenhados por Rietveld, o arquiteto responsável pelo projeto da casa, que inclusive permitiam que os visitantes os testassem.

Rotterdam e Utrecht

Também consegui fazer um tour pela Casa Cubo, confiram:

Na volta peguei mais um ônibus, mas dessa vez ele veio estacionado dentro de um navio. Foi uma experiência bem legal, nunca tinha viajado nem sequer entrado em um navio daquele porte. Tudo muito ryco e muito phyno, tinha até free shop e starbucks lá dentro. Seguem algumas fotinhos:

Bom, minha gente, desculpem pelo post GIGANTE. Espero que tenham gostado e até o próximo post!

ass

Euro(central)trip

Olá galero! Estou eu aqui de novo para compartilhar as aventurinhas de uma moça na zoropa, e dessa vez fui me meter nuns lugares cheinhos de histórias (em comum) pra contar. Bem, viajei com mais dois amigos dessa vez e os destinos foram Berlim, Praga, Cracóvia, Viena e Bratislava. Visitamos 5 países em uma semana, e teve MUITA coisa, então decidi separar as fotos em galerias diferentes, da mesma forma que já vinha fazendo em outros posts. Dessa vez vou ser mais dedicada e vou contar um pouco mais da viagem em si aqui também… Juro. Cada galeria está recheadinha de fotos pra vocês darem uma olhadinha, confiram!

Saímos de Londres no fim do dia, o que é muito mais tranquilo já que os aeroportos dessa cidade ficam muito longe, MESMO. Para chegar em quase todos eles é preciso pegar um transfer (ônibus ou trem) até o aeroporto, sendo que os trens não funcionam durante a madrugada, o que implica em chegar no aeroporto à noite ainda quando o voo sair bem cedo pela manhã, pois simplesmente não se chega em tempo e taxi é bem caro se não for dividido entre várias pessoas. Felizmente este não foi nosso caso desta vez, e saímos a tarde para o voo que sairia de Stansted no início da noite. Com chuva e muitas nuvens, a chegada em Berlim foi muito turbulenta, poucas vezes fiquei tão nervosa num pouso… Ai meu coraçãozinho. Mas a cidade compensou os primeiros momentos tensos com uma bela noite de sono, já que no dia seguinte a maratona começaria de fato. Nos dois dias que ficamos em Berlim fizemos Free Walking Tours, que na verdade não são assim totalmente grátis já que os guias trabalham na base das gorjetas ao final do tour e cada um é livre para pagar o quanto achar que deve ou o que cabe no seu orçamento. Os tours que fizemos são organizados quase que diariamente pelo hostelculture.com, sendo que eles estão em mais cinco cidades da Europa além de Berlim. Berlim com certeza era uma das cidades que eu mais queria visitar durante meu intercâmbio, tanto pela história nazista, posteriormente o muro e a guerra fria, quanto pela arquitetura e monumentos em memória às vítimas do holocausto. Conhecer uma cidade cheia de cicatrizes e reconstruções, palco de tanta coisa importante para a história da humanidade, com certeza foi um dos pontos altos dessa trip. Faltou visitar alguns lugares em Berlim, mas com o free tour geral deu para cobrir vários lugares chave da cidade em poucas horas. No dia seguinte fizemos o tour de arte alternativa, quando visitamos a East Side Gallery e tantos outros pontos legais da cidade como vocês podem ver nas fotos, e também o tour do III Reich que focou bastante na história da ascensão e queda do Nazismo.

Depois seguimos de ônibus para Praga, na República Tcheca, e não esperava me surpreender tanto com a simples beleza dessa cidade. Claro que queria muito ver a Casa Dançante do Gehry e o Relógio Astronômico, mas Praga à noite é um espetáculo a parte. Todos seus edifícios históricos iluminados, refletidos no rio… Uma imagem que não vai sair da minha cabeça tão cedo. Outra coisa boa de Praga foi o climanewpraguetours.com mas como chegamos em cima da hora, e o dia estava bem ensolarado, o tour em inglês já estava lotadinho nos restando HABLAR ESPAÑOL (ou Portuñol, melhor dizendo), porém nem foi tão horrível assim quanto parece, conseguimos entender a essência do negócio e isso que importa. No fim do dia ainda demos um pulinho na Dancing House, restando o segundo dia de Praga pra descansar e aproveitar a praça central. Naquele dia estava acontecendo a semi-final do mundial de hóckey no gelo, e como Praga foi a cidade sede, a praça estava lotada de pessoas que não haviam ido ao estádio (?) mas que estavam lá para torcer.

Em seguida partimos numa maratona dentro da própria maratona da trip, que foi viajar a noite toda de trem até a Cracóvia, na Polônia, passar o dia lá fazendo free tour e caminhando pela cidade, e no fim do dia pegar um bus e viajar a noite toda novamente até chegar em Viena. O dia na Cracóvia foi bem agradável, o clima também estava agradável mas não tanto quanto Praga. Durante o free tour conhecemos a Praça Central com a torre do relógio, a Catedral que abriga o trompetista que a cada hora toca uma música e acena para as pessoas na praça, a maior parte da Cidade Velha e sua muralha, e também no Castelo de Cracóvia onde ouvimos sobre a lenda do Dragão de Cracóvia e sobre a história da cidade desde o medievo, passando pela invasão nazista, até os dias de hoje. Aproveitei para experimentar o famoso pierogi polonês e para comprar mimos para meus avós, já que o Papa J. Paulo II era natural de lá e eles são super “fãs” dele.

Já em Viena passamos os dias mais ricos da nossa trip. Muita alta sociedade, Sacher-torte, almoços elaborados e castelos. Até Ópera assistimos, por preço de banana. Foi uma experiência inesquecível poder entrar na Ópera de Viena, tão famosa por abrigar concertos de grandes compositores como Mozart ou Beethoven, e poder presenciar um espetáculo como aquele. Viena no passado era a capital da cultura e das artes, um celeiro de criatividade e elegância e pessoalmente foi inesquecível poder andar por aquelas ruas e viver tudo aquilo. Visitamos diversos pontos turísticos durante o primeiro dia, porém por nossa conta já que não havia o tipo de tour no qual estávamos interessados, mas por incrível que pareça tudo foi acontecendo e aparecendo na nossa frente, contamos muito com a sorte nesse dia. Até pudemos participar do Eurovision, o concurso que ano passado consagrou Conchita Wurst (se você não lembra dela, com certeza vai reconhecê-la numa das fotos da galeria abaixo). Segundo dia de Viena foi menos movimentado e fomos direto para o Schonbrunn Palace, que era a residência de verão imperial. Ele e seus jardins foram construídos nos moldes de Versailles, então dá pra ter noção do nível de riqueza e luxúria que aquele povo vivia. Não conseguimos entrar no castelo em si, mas visitamos boa parte dos jardins, incluindo a Gloriette, aquela colunata no alto da colina de onde se tem uma bela visão da cidade de Viena. E assim encerrou-se o passeio pra mim, já que logo me despediria de meus amigos (que iriam a Budapeste, que já visitei) e eu seguiria à Bratislava, na Eslováquia.