Começando do começo

Sobrevivi! Olá todo mundo, desapareci do blog nessas semanas em função da mudança e adaptação no Reino Unido e ausência de computador, mas já estou de volta pra contar o que aconteceu comigo durante esses dias. Tenho bastante coisa pra falar, mas vamos começar do começo?

downloadResumidamente a viagem foi uma maratona! Havia comprado a passagem XAP-GRU com mais antecedência do que a GRU-LHR. Preferi escolher um horário bem cedo pela manhã, porque assim teria mais flexibilidade na hora da compra do voo internacional, o que me fez ficar vagando pelo aeroporto de Guarulhos o dia inteiro até o embarque para Londres.

A passagem mais barata que encontrei pra vir pra cá, na época, foi pela TAP Portugal. Eu nunca havia feito um voo internacional antes, então não tenho muito parâmetro de comparação pra dizer que o serviço foi bom, mas para mim tudo estava suficientemente bem. O voo atrasou na saída, então fiquei no Brasil um pouco além do planejado, mas conseguimos decolar próximo das 18h com um atraso de 40min. De quebra, nesse tempo que fiquei em solo, encontrei duas CsFers que viriam para Kingston junto comigo. O atraso, no fim das contas, foi proveitoso…

Durante a viagem eu: DORMI. De São Paulo à Londres eu simplesmente só acordei quando sentia cheiro de comida hahahaha, cômico. De quebra, viajei sentada no meio de um PADRE e de BEATAS. Foi tudo muito engraçado, já que aquelas eram as beatas mais puxa-saco de padre que já vi na vida. Ô padre bem tratado…: chocolatinho, barrinha de cereal, balinha… Ainda bem que dormi o resto do tempo. Acordei quando estávamos chegando em Lisboa, pela manhã, para a conexão para Londres, e fiquei por lá por aproximadamente uma hora e meia até embarcar novamente num voo atrasado.

Se eu achava que viajar ao lado daquela gente tinha sido meio estranho, o voo Lisboa-Londres me proporcionou a primeira dor de cabeça em solo ou espaço aéreo Europeu. Uma mãe e seu filho DIEGO (não vou esquecer o nome desta criatura jamais) sentaram ao meu lado, no avião mais apertado que já entrei (imagina quando eu pegar Easyjet…). O GURI SIMPLESMENTE NÃO PAROU DE CHORAR E ESPERNEAR A VIAGEM INTEIRA, me rendendo uma dor de cabeça daquelas,  Crianças amadas né…

Finalmente, próximo das 14h de terça-feira cá estava eu, pisando finalmente em solo britânico. Os guias da Uni nos esperavam em Heathrow para poder nos enviar para nossas casas, e que bom se isso tivesse sido rápido… Rodamos todos os terminais do aeroporto e só chegamos em Clayhill quando o dia estava indo embora.

Apesar de ser uma viagem longa e cansativa não senti cansaço físico nem psicológico durante nem depois dela. Bateu um desesperozinho por me dar conta da distância de casa e daqueles que eu amo e preciso, mas me tranquilizo por saber que essa fase é passageira e que tenho pela minha frente experiências maravilhosas para vivenciar. Então, let’s do it!

Volto logo para falar um pouco sobre a acomodação, o curso e a cidade em si. Até!

ass

Anúncios

Preparação da viagem

Olá queridinhos/as.

Estarei deixando o Braziu amanhã de tarde e, como esses últimos dias me dediquei mais à preparação e despedidas (e ainda mais contando com minha preguiça de explicar tudo em detalhes pra vocês), decidi que faria um post único e resumido para elucidar questões referentes à toda a preparação da viagem: auxílios, documentos, visto… Vai ser um post mais longo, mas quero aproveitar que ainda estou nos BR pra fazê-lo logo.


Além do mais, existem vários blogs por aí que esmiúçam muito mais cada questão que colocarei aqui, então, se você está aqui para que este post te ajude (de verdade), vale mais a pena dar uma procurada nos seguintes: Rayra sem Fronteiras, Dreams of Gasparini, Na Terra de Beth… Enfim, sempre que tive alguma dúvida foram estes blogs que consultei e eles são bem completinhos pra isso, beleza? Não vou ficar aqui repetindo tudo nos mínimos detalhes e vou focar mais na minha experiência com esses processos…. Mas ok, vamos lá!

1. Dilma Card e Auxílios

Primeira coisa que me aconteceu logo depois de todos os processos anteriores que já citei aqui no blog, foi o recebimento do cartão bolsista, vulgo DilmaCard, e os dados bancários para o recebimento dos auxílios. Mas vamos por partes: sobre os auxílios, é importante que já se tenha a conta no Banco do Brasil, porque assim é mais barata a conversão de R$ pra £, pelo menos essa opção que escolhi pra levar o dinheiro dos auxílios que caíram na conta do BB aqui em R$, assim perco menos dinheiros na conversão final. Se preparem, porque é bastante dinheiro e a compulsão de sair e gastar é grande.. hahaha, mas controlável. Você precisa ter em mente que esse dinheiro você vai precisar depois, e tudo o que conseguir economizar poderá ser usado depois no país de destino para viajar ou pra ter como reserva pra alguma emergência mesmo. Com o dinheiro que recebi contratei o seguro-saúde Mundo Ouro Prata, comprei minha passagem pela TAP Portugal, consegui ainda cobrir o valor para a retirada do visto (falo mais disso depois), comprei minha mala e ainda sobrou muito dinheiro, mas que já tem destino: comprar o material didático (notebook, câmera fotográfica, demais eletrônicos), materiais para a minha accomodation, etc.

Sobre o Dilma Card, recebi nele as libras referentes ao pagamento de três meses de bolsa, porém ouve um erro e havia sido depositado somente parte do dinheiro. Mas agora, já foi tudo resolvido e receberemos o valor completinho. Ele é um cartão pré-pago, no qual somente o governo têm acesso e pode fazer os depósitos. Hoje em dia ele é um cartão com chip, que facilita a compra direta em alguns estabelecimentos, mas acho bem arriscado ficar andando com ele por aí, afinal é este cartão que vai prover minha subsistência nesse próximo ano, né… O que irei fazer é transferir minhas bolsas para uma conta de um banco local (ou não, ainda não decidi direito). A única coisa a ser feita depois do recebimento dele é o desbloqueio, que é feito através de uma ligação à central de atendimento do BB Americas, que pode ser feita gratuitamente pelo Skype. Bem simples.

2. CAS e Visto Tier 4

Você não será capaz de conseguir a categoria de visto necessário sem antes receber o bendito CAS, que nada mais é que o seu número de registro na Universidade como estudante no Reino Unido. Além deste número (composto por letras e números) a Kingston University já fez a mão e mandou todos os dados que a application do visto pede sobre a instituição de ensino e demais informações que eles fornecem. O meu CAS veio num e-mail, bem mixuruca mesmo, sem nenhuma assinatura nem nada, só no corpo do e-mail. Achei meio estranho, mas é assim mesmo. Algumas universidades até mandam uma carta, mais formal, mas como ele é um número de registro, não necessita ser tão ~fancy~.

Para requerer o visto é necessário completar a application no site Visa4UK. Certa vez era necessário preencher o famouso Appendix 8, mas agora todas aquelas perguntas são feitas online e você imprime no final a application e leva para o VAC (lugar onde se encaminha o processo no Rio, São Paulo ou Brasília). Fiz minha application no site, imprimi, paguei a taxa e deixei tudo pronto para o dia 05/08 fazer a entrevista e entregar os documentos em São Paulo. Para chegar no VAC é super simples: no metrô você desce na estação Berrini, anda uns 200m e está na frente do “World Trade Center São Paulo”.

Minha entrevista estava marcada para as 9h, então cheguei lá 8:30h e me dirigi ao balcão de recepção. Fui informada que somente às 9h em ponto eu poderia solicitar um crachá para subir até o escritório. Finalmente, às 9h 10min estava eu sentada preenchendo o check list de documentos. É necessário ter em mãos, originais e cópias:

  • CAS
  • Carta de Benefícios do CNPq
  • Certificado de proficiência
  • Formulário online preenchido para o agendamento do visto
  • Histórico escolar em português (o mesmo da inscrição no CsF e UUK)
  • Histórico escolar em inglês (o mesmo da inscrição no CsF e UUK)
  • Passaporte

É importante dizer que quem confere os documentos é a gente. Ninguém está lá para dizer “faltou tal coisa”, a completa responsabilidade de estar tudo ok para a submissão é sua! Se o visto vier negado, azar. Depois disso preenchi meu endereço num envelope, fui fazer a biometria e a entrevista com uma inglesa super fofa através de videoconferência. Me dirigi à loja da Kodak que fica no Shopping D&D (no mesmo prédio), fiz a foto para o visto, entreguei as mesmas no balcão e estava feito, só esperar ser entregue meu passaporte em casa já com o visto.

Como o escritório fica no Rio de Janeiro, esperei mais ou menos 15 dias entre a submissão e a entrega via correios do envelope com meus documentos. Voltaram todos os originais e mais essa belezinha aqui:

IMG_4975

Meio inacreditável isso, mas é lindo receber o teu visto. No primeiro dia fiquei bem encantadinha, confesso… Lindo, né?

3. Universidade Brasileira e Procuração

Os processos na minha universidade (UFFS) foram relativamente simples. Tive que deixar em mãos da Secretaria Acadêmica uma declaração dos Assuntos Internacionais atestando a veracidade da minha participação no programa, que me foi fornecida através de uma assinatura no verso da minha Carta de Benefícios. Havia encaminhado para eles também uma cópia do CAS, com as datas de início e término das atividades. Simples, e só isso. Dessa forma pude fazer o pedido de Mobilidade Acadêmica, no qual minha matrícula aqui no Brasil ficará numa espécie de trancamento, e assim que eu voltar posso pedir o desligamento da mobilidade.

Falando mais sobre coisas que ficam no Brasil, fiz uma procuração de plenos poderes em nome da minha mãe, para que ela possa me representar em qualquer situação aqui no Brasil. Incluí também nesta a agência e conta bancária para que possa ser manipulada por ela também, no caso de necessidade. Há vários modelos pela internet, mas no cartório mesmo eles orientam quanto ao quê você precisará. De qualquer forma, fui informada de que qualquer processo que eu precise fazer diretamente de Londres é o Consulado Brasileiro que devo procurar para dar os encaminhamentos necessários.

4. Últimos detalhes

Por fim, fiz um check-up geral com meu médico só pra ter certeza que não terei que acionar meu seguro-saúde logo de cara (e quem é que quer né?), e de quebra já comprei alguns remédios que corriqueiramente preciso como para: dores de cabeça e no corpo, cólicas e dores abdominais, gripe e resfriados, dor de ouvido (sim, com 20 anos na cara), dor de garganta, e outras cositas más. Providenciei juntamente com eles alguns itens de higiene que sei que lá são bem mais caros (como pasta de dente, simmm, estou levando um estoque), e absorventes já que posso não encontrar lá os que gosto.

Minha mala custou a ser comprada. Estava muito na dúvida entre aquelas de tecido ou de policarbonato, já que sei que não é legal investir muito dinheiro nisso pois a probabilidade de ela ser inutilizada após uma única viagem é relativamente grande. Mas prezando pela minha comodidade e segurança contra impactos, acabei adquirindo uma de policarbonato G que coube todas as minhas coisas bem certinho. Nos posts sobre a viagem vocês poderão vê-la, espero que esteja minimamente inteira. Estarei levando esta mala grande, mais uma mochila e necessaire na cabine comigo. Só estou levando roupas que eu uso aqui, e itens que utilizo diariamente pois tenho certeza que lá não terei problemas em encontrar o que precisarei.

Agora só resta ir para eu continuar contando essa história pra vocês 😉

Quero pedir desculpas pela falta de imagens no texto, notei que ficou bem pesado por vezes, mas não estou com cabeça mais pra lembrar de tudo e sim na expectativa da realização de tudo o que foi planejado. Até terça-feira ficarei meio sumida, mas assim que conseguir comprar o que preciso volto aqui e conto tudinho sobre a viagem, as acomodações e as primeiras impressões de Kingston e de Londres.  Até a Europa, amigos!

ass