Preparação da viagem

Olá queridinhos/as.

Estarei deixando o Braziu amanhã de tarde e, como esses últimos dias me dediquei mais à preparação e despedidas (e ainda mais contando com minha preguiça de explicar tudo em detalhes pra vocês), decidi que faria um post único e resumido para elucidar questões referentes à toda a preparação da viagem: auxílios, documentos, visto… Vai ser um post mais longo, mas quero aproveitar que ainda estou nos BR pra fazê-lo logo.


Além do mais, existem vários blogs por aí que esmiúçam muito mais cada questão que colocarei aqui, então, se você está aqui para que este post te ajude (de verdade), vale mais a pena dar uma procurada nos seguintes: Rayra sem Fronteiras, Dreams of Gasparini, Na Terra de Beth… Enfim, sempre que tive alguma dúvida foram estes blogs que consultei e eles são bem completinhos pra isso, beleza? Não vou ficar aqui repetindo tudo nos mínimos detalhes e vou focar mais na minha experiência com esses processos…. Mas ok, vamos lá!

1. Dilma Card e Auxílios

Primeira coisa que me aconteceu logo depois de todos os processos anteriores que já citei aqui no blog, foi o recebimento do cartão bolsista, vulgo DilmaCard, e os dados bancários para o recebimento dos auxílios. Mas vamos por partes: sobre os auxílios, é importante que já se tenha a conta no Banco do Brasil, porque assim é mais barata a conversão de R$ pra £, pelo menos essa opção que escolhi pra levar o dinheiro dos auxílios que caíram na conta do BB aqui em R$, assim perco menos dinheiros na conversão final. Se preparem, porque é bastante dinheiro e a compulsão de sair e gastar é grande.. hahaha, mas controlável. Você precisa ter em mente que esse dinheiro você vai precisar depois, e tudo o que conseguir economizar poderá ser usado depois no país de destino para viajar ou pra ter como reserva pra alguma emergência mesmo. Com o dinheiro que recebi contratei o seguro-saúde Mundo Ouro Prata, comprei minha passagem pela TAP Portugal, consegui ainda cobrir o valor para a retirada do visto (falo mais disso depois), comprei minha mala e ainda sobrou muito dinheiro, mas que já tem destino: comprar o material didático (notebook, câmera fotográfica, demais eletrônicos), materiais para a minha accomodation, etc.

Sobre o Dilma Card, recebi nele as libras referentes ao pagamento de três meses de bolsa, porém ouve um erro e havia sido depositado somente parte do dinheiro. Mas agora, já foi tudo resolvido e receberemos o valor completinho. Ele é um cartão pré-pago, no qual somente o governo têm acesso e pode fazer os depósitos. Hoje em dia ele é um cartão com chip, que facilita a compra direta em alguns estabelecimentos, mas acho bem arriscado ficar andando com ele por aí, afinal é este cartão que vai prover minha subsistência nesse próximo ano, né… O que irei fazer é transferir minhas bolsas para uma conta de um banco local (ou não, ainda não decidi direito). A única coisa a ser feita depois do recebimento dele é o desbloqueio, que é feito através de uma ligação à central de atendimento do BB Americas, que pode ser feita gratuitamente pelo Skype. Bem simples.

2. CAS e Visto Tier 4

Você não será capaz de conseguir a categoria de visto necessário sem antes receber o bendito CAS, que nada mais é que o seu número de registro na Universidade como estudante no Reino Unido. Além deste número (composto por letras e números) a Kingston University já fez a mão e mandou todos os dados que a application do visto pede sobre a instituição de ensino e demais informações que eles fornecem. O meu CAS veio num e-mail, bem mixuruca mesmo, sem nenhuma assinatura nem nada, só no corpo do e-mail. Achei meio estranho, mas é assim mesmo. Algumas universidades até mandam uma carta, mais formal, mas como ele é um número de registro, não necessita ser tão ~fancy~.

Para requerer o visto é necessário completar a application no site Visa4UK. Certa vez era necessário preencher o famouso Appendix 8, mas agora todas aquelas perguntas são feitas online e você imprime no final a application e leva para o VAC (lugar onde se encaminha o processo no Rio, São Paulo ou Brasília). Fiz minha application no site, imprimi, paguei a taxa e deixei tudo pronto para o dia 05/08 fazer a entrevista e entregar os documentos em São Paulo. Para chegar no VAC é super simples: no metrô você desce na estação Berrini, anda uns 200m e está na frente do “World Trade Center São Paulo”.

Minha entrevista estava marcada para as 9h, então cheguei lá 8:30h e me dirigi ao balcão de recepção. Fui informada que somente às 9h em ponto eu poderia solicitar um crachá para subir até o escritório. Finalmente, às 9h 10min estava eu sentada preenchendo o check list de documentos. É necessário ter em mãos, originais e cópias:

  • CAS
  • Carta de Benefícios do CNPq
  • Certificado de proficiência
  • Formulário online preenchido para o agendamento do visto
  • Histórico escolar em português (o mesmo da inscrição no CsF e UUK)
  • Histórico escolar em inglês (o mesmo da inscrição no CsF e UUK)
  • Passaporte

É importante dizer que quem confere os documentos é a gente. Ninguém está lá para dizer “faltou tal coisa”, a completa responsabilidade de estar tudo ok para a submissão é sua! Se o visto vier negado, azar. Depois disso preenchi meu endereço num envelope, fui fazer a biometria e a entrevista com uma inglesa super fofa através de videoconferência. Me dirigi à loja da Kodak que fica no Shopping D&D (no mesmo prédio), fiz a foto para o visto, entreguei as mesmas no balcão e estava feito, só esperar ser entregue meu passaporte em casa já com o visto.

Como o escritório fica no Rio de Janeiro, esperei mais ou menos 15 dias entre a submissão e a entrega via correios do envelope com meus documentos. Voltaram todos os originais e mais essa belezinha aqui:

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Meio inacreditável isso, mas é lindo receber o teu visto. No primeiro dia fiquei bem encantadinha, confesso… Lindo, né?

3. Universidade Brasileira e Procuração

Os processos na minha universidade (UFFS) foram relativamente simples. Tive que deixar em mãos da Secretaria Acadêmica uma declaração dos Assuntos Internacionais atestando a veracidade da minha participação no programa, que me foi fornecida através de uma assinatura no verso da minha Carta de Benefícios. Havia encaminhado para eles também uma cópia do CAS, com as datas de início e término das atividades. Simples, e só isso. Dessa forma pude fazer o pedido de Mobilidade Acadêmica, no qual minha matrícula aqui no Brasil ficará numa espécie de trancamento, e assim que eu voltar posso pedir o desligamento da mobilidade.

Falando mais sobre coisas que ficam no Brasil, fiz uma procuração de plenos poderes em nome da minha mãe, para que ela possa me representar em qualquer situação aqui no Brasil. Incluí também nesta a agência e conta bancária para que possa ser manipulada por ela também, no caso de necessidade. Há vários modelos pela internet, mas no cartório mesmo eles orientam quanto ao quê você precisará. De qualquer forma, fui informada de que qualquer processo que eu precise fazer diretamente de Londres é o Consulado Brasileiro que devo procurar para dar os encaminhamentos necessários.

4. Últimos detalhes

Por fim, fiz um check-up geral com meu médico só pra ter certeza que não terei que acionar meu seguro-saúde logo de cara (e quem é que quer né?), e de quebra já comprei alguns remédios que corriqueiramente preciso como para: dores de cabeça e no corpo, cólicas e dores abdominais, gripe e resfriados, dor de ouvido (sim, com 20 anos na cara), dor de garganta, e outras cositas más. Providenciei juntamente com eles alguns itens de higiene que sei que lá são bem mais caros (como pasta de dente, simmm, estou levando um estoque), e absorventes já que posso não encontrar lá os que gosto.

Minha mala custou a ser comprada. Estava muito na dúvida entre aquelas de tecido ou de policarbonato, já que sei que não é legal investir muito dinheiro nisso pois a probabilidade de ela ser inutilizada após uma única viagem é relativamente grande. Mas prezando pela minha comodidade e segurança contra impactos, acabei adquirindo uma de policarbonato G que coube todas as minhas coisas bem certinho. Nos posts sobre a viagem vocês poderão vê-la, espero que esteja minimamente inteira. Estarei levando esta mala grande, mais uma mochila e necessaire na cabine comigo. Só estou levando roupas que eu uso aqui, e itens que utilizo diariamente pois tenho certeza que lá não terei problemas em encontrar o que precisarei.

Agora só resta ir para eu continuar contando essa história pra vocês 😉

Quero pedir desculpas pela falta de imagens no texto, notei que ficou bem pesado por vezes, mas não estou com cabeça mais pra lembrar de tudo e sim na expectativa da realização de tudo o que foi planejado. Até terça-feira ficarei meio sumida, mas assim que conseguir comprar o que preciso volto aqui e conto tudinho sobre a viagem, as acomodações e as primeiras impressões de Kingston e de Londres.  Até a Europa, amigos!

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Escolher e ser escolhida

Bom, o assunto de agora é o momento da escolha do curso. Pra começar, você terá que escolher três opções de curso/universidade, sempre levando em consideração se as notas do seu teste de proficiência atingem os níveis que cada universidade exige. Eu comecei minha busca baseada primordialmente pela escolha da cidade. SIM, Londres é um sonho desde muito tempo e não poderia deixar de querer viver essa cidade todos os dias. Olha só pra isso!
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Observando quais as universidades estavam participando do edital e quais estavam oferecendo o curso de Arquitetura OU Urbanismo (porque lá estes são cursos diferentes) tive que fazer minha escolha. Primeiramente, nenhuma das universidades que estavam oferecendo o curso “Architecture (K100)” em Londres eram as mais conceituadas no país. OK, tive de lidar com isso, me acostumar com a ideia de que meu possível destino não seria uma baita universidade, com renome internacional e etc. Outro ponto que tive que engolir foi a não-oferta de cursos como Urban Planning ou alguma coisa relacionada a isso, e no momento era o que mais eu estava empolgada aqui no Brasil a fazer. Bom, mas draminhas a parte, de qualquer maneira esta seria uma experiência magnífica, não é? Então, toquei o foda-se.

Fiquei presa no dilema de, ou escolher o curso que eu mais gostaria de fazer, ou a cidade que eu iria ficar. Acabei escolhendo pela cidade, como vocês já notaram né. Londres seria minha primeira opção, portanto, mas eu ainda teria outras duas opções a fazer. Nesse momento que bateu uma indecisão imensa, porque como vocês devem imaginar, Londres é uma cidade muito concorrida, muita gente aplica pra lá e eu estava com receio de acabar não sendo escolhida pela minha primeira opção. Nesse momento, tomei uma decisão: iria escolher a melhor Universidade que oferecesse Architecture em Londres como primeira opção, mas na segunda opção escolheria pelo curso, e a terceira eu voltaria a escolher pelo fator cidade, só no caso de tudo dar errado mesmo. Minha application ficou assim, olha:
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Depois que você faz a escolha e encaminha junto com a application os documentos que eu citei no post anterior (PS, Passport Photo Scan, Academic Transcript e o English Language Certificate) você vai se descabelar de curiosidade e ansiedade até que chegue a famosa OFFER. Ai meu deus vocês não têm noção de quanta ansiedade a gente passa até que eles comecem a mandar as Offers, que nada mais são do que o indicativo de que a Universidade lá do UK está te querendo, e só falta você dizer que sim. Pra quem acompanha os grupos do CsF no facebook, você começa a receber notificações de pessoas que já estão recebendo suas offers, e você ainda nada. E passa mais um dia, e nada. E aí você começa a ficar realmente preocupada…Até que você desiste de se preocupar com isso, e meio que se convence de que seja o que for, você tá no lucro. E numa daquelas manhãs manhosas e preguiçosas, que você levanta meio sem estar totalmente acordada, e dá uma olhada nas suas notificações do celular, lá está o e-mail de título: YOU HAVE AN OFFER!

Uffffffffff. O e-mail não diz nada além de que eu teria 48h para aceitar a oferta de vaga, e quem é que vai ser imprudente o suficiente pra recusar, né? hahaha. Aí começa o segundo nervosismo, saber quem é que enviou a offer. Ai meu coraçãozinho! Entrei no student portal e estava lá:

offer

E portanto estava certo: EU ESTARIA ME PREPARANDO PARA VIVER UM ANO EM KINGSTON, que fica na Grande Londres!! Sentimento de missão cumprida, de alívio e de nervosismo por me dar conta de que tudo isso era mesmo real. A partir daqui eu aceitei a offer no portal, esperei o e-mail do CNPq com o Termo de Aceite de Bolsa e anexei tudo no e-fomento.

O contato sobre os próximos procedimentos foram feitos direto com o pessoal da Kingston University. Ainda faltava enviar o portfolio para avaliar em qual ano do curso eu seria encaixada, minha acomodação e demais detalhes que contarei em um outro post.

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Obrigada e see ya!ass

O Programa CsF

Olá 😉
Fiz um post que vai funcionar como uma página fixa aqui no blog, no menu ao lado, contando um pouco sobre os primeiros processos de inscrição no programa e tudo o que é preciso começar a providenciar se você tem a intenção de participar do CsF. É só clicar AQUI para ser redirecionado para a página.CsF

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Até logo!

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