Fim de Ano com a família

Olá migos.

Há algum tempo eu venho querendo postar aqui tudo o que eu deixei de postar por motivos diversos. Arrumei um tempinho e organizei as fotos do fim de ano, quando meus pais e minha irmã vieram me visitar ❤

Foi lindo, lindo. Viajamos pra Paris, Veneza e Roma/Vaticano, além de Londres (óbvio), e abaixo vocês podem ver as três galerias separadinhas por local. 😉

Londres

Paris

Itália – Veneza e Roma

Foram quase 20 dias de muito amor e alegrias ❤ Tenho muita saudade e amei a visita.

Até logo.

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Vertical Project

Olá migos!

Na primeira semana de Kingston, lá em outubro do ano passado, todos os níveis do curso de Arquitetura e do de Paisagem foram desafiados a desenvolver um trabalho. Chamado de “Projeto Vertical”, ele teve o objetivo de formar grupos com acadêmicos de diferentes anos do curso de bacharelado e de mestrado para que desenvolvessem um filme lumière com base em um tema sorteado previamente. A Kingston University vem desenvolvendo este projeto na primeira semana do ano letivo há algum tempo, e o tema geral do ano 2015/2015 foi “A Simple Act” (Um simples ato).

O coordenador do curso apresentou o projeto, mostrou alguns exemplos de filme lumière, (que consistem em filmes curtos com menos de um minuto, que se tornam uma foto em movimento do plano gravado) e em seguida deveríamos descobrir a qual grupo pertencíamos. De um total de 50 grupos e temas não foi possível encontrar meu nome em nenhuma lista (na verdade, nenhum CsFer encontrou), então julguei pelo tema qual dos grupos eu gostaria de participar e o escolhido foi “An Accidental Public Space” (Um espaço público acidental).

Além do filme deveríamos produzir uma descrição e três fotos do processo (antes, durante, depois). Abaixo vocês podem conferir a descrição e o trabalho final realizado pelo grupo do qual fiz parte:

Simple Act

Descrição

Nossa intervenção aconteceu na praia do Rio Thames em South Bank e representa um espaço efêmero, que aparece e desaparece a sua sorte.

Utilizando materiais encontrados no local, por acidente para criar um espaço temporário reorganizando objetos da própria praia.

Capturamos interações gerais do público com a estrutura, que sentaram no banco enquanto a maré subia, desaparecendo debaixo d’água.

Nossa ideia acabou mal-sucedida devido à força da água fazer com que a estrutura desmoronasse.

O ato nos fez apreciar a beleza de um espaço temporário enquanto ia sendo acidentalmente levado pela maré assim como um castelo de areia.

Este foi meu primeiro contato com estudantes estrangeiros, no grupo havia uma Indiana, três britânicos e um espanhol. Com certeza foi uma experiência enriquecedora e me ajudou a dar o pontapé inicial nesta universidade. Foi uma semana intensa de trabalho que nos rendeu um resultado satisfatório e repertório sobre intervenções públicas.

Até mais!

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Kingston University London

Continuando a série “posts que eu devia ter feito há muito tempo mas não tinha vontade”, vou falar um pouco da Universidade que estou frequentando aqui no Reino Unido. Apliquei para Architecture (K100) na Kingston University London. Ela se divide em cinco campi que ficam todos em Kingston, e o campus Knights Park é o que reúne todos os cursos da área criativa da Faculty of Art, Design and Architecture, o que o torna o mais legal, louco e dinâmico, sem querer puxar saco… mas é, confere aqui. O curso em si é muito bem estruturado, mas totalmente diferente do que estamos acostumados no Brasil.

7348f03-kingston-university-56c4208-students-in-the-social-space-neVou listar aqui as principais diferenças que senti depois de 4 meses estudando por aqui…

1. A relação ensinar-aprender é distorcida

Resumindo: se o aluno não tiver vontade de aprender não aprende porra nenhuma. E não to falando sobre, como no Brasil, de alunos que estudam além da carga normal de estudo. Estou falando que não aprende mesmo. As aulas que temos no curso são mais introdutórias aos assuntos e te dão o suporte mínimo para realizar os trabalhos no curso. Claro que essa falta de aulas pode ser suprida com os tutoriais que os professores dão, mas a maior parte do processo ensino-aprendizagem você passa sozinho, aprendendo enquanto faz. Aliás, essa é meio que a filosofia da escola, “Thinking through Making”. Tenho minhas ressalvas quanto a esse método… mas parece que é algo recorrente na zorópia.

2. O processo de conseguir a diplomação

Bem, o Undergraduate Course serve como uma introdução à arquitetura. O Masters, que seria o nosso Mestrado, é quando você realmente projeta e vai poder sair da universidade com o diploma que te credencia a atuar no ramo da arquitetura. O Undergraduate, basicamente, é como se fosse nossos dois primeiros anos no Brasil, só que em três. Infelizmente as universidades daqui colocam os Ciência sem Fronteiras no módulo Undergraduate, e eu fiquei no segundo ano segundo o julgamento deles sobre meu portfolio. O problema disso é que me sinto no terceiro semestre de arquitetura novamente. Esse mal entendido na nomenclatura das fases e da própria estrutura do curso nos coloca numa situação complicada…

3. Diagramação e representação em arquitetura

O seu projeto pode estar uma merda, mas se você apresentou ele direitinho e conseguiu convencer, seu resultado final será 50% melhor do que poderia ter sido. Realmente eles tem uma preocupação exacerbada em representação, apresentação, diagramação, esquemas, cores, arte. Não que isso seja algo ruim, mas é diferente. Se adaptar a isso é de fato algo um pouco difícil, vindo da escola que eu venho.

4. Diary

Durante os semestres você produz um documento chamado Diary, no qual todas as coisas que você fez, sejam relacionadas com o curso ou não, poderão ser contadas lá. É mais um diário visual e um registro das suas pesquisas, reflexões, processos e resultados finais. Ele deve ser constantemente atualizado, pois a todo tempo as coisas mudam e você avança nas reflexões e processos durante a etapa de projeto. Ele passa por avaliação e é basicamente o resumo do seu ano, servindo como base para a avaliação de outros trabalhos que você tenha entregue. É um registro que fala por si só, se por acaso algo faltar no seu portfolio final, assegure-se que seu diary tenha todas as informações: isso salva.

4. Escola

Basicamente tudo o que fugir de regionalismo crítico, brutalismo, alguns aspectos do moderno, materialidade e “tectonics” será arquitetura imprestável. Fuja de Zaha, com todas as suas forças, pra estar nessa escola, ou simplesmente mude de universidade. Os professores exemplificam o que é boa arquitetura e te mostram o “not do do”. No Brasil, na minha universidade, também ocorre isso de uma certa forma, porém você não é obrigado a pensar exatamente como a escola, e tem sim a liberdade de testar e experimentar. Aqui na Kingston isso lhe é negado bem explicitamente.

5. Workshop

Uma das coisas que eu mais adoro e mais odeio: maquetaria. Eles têm um workshop 3d super bem equipado, com máquinas para trabalhar com madeira, metal, plásticos, gesso, modelagem e impressão 3d, e cortes a laser. Apesar de os técnicos serem as pessoas mais mau-humoradas que eu já cheguei a conhecer, a variedade de equipamentos é ótima, embora seja uma pena que eu não saiba mexer em nem metade deles e sempre tenha que recorrer aos carrancudos do workshop.

6. Bar

Sim, eles têm um bar dentro da universidade!!! ❤ Preciso dizer algo mais?


Knights Park também tem um pequeno rio que corre bem pertinho, deixando tudo muito fofo hahaha. Sempre tem patos e outros bichinhos por lá.

A entrada principal do campus é uma espécie de galeria onde os alunos expõem seus trabalhos, então sempre tem algo novo por lá acontecendo. É lá também que fica a lojinha do campus, onde eles vendem quase de tudo que se precisa pra desenhar e criar. É uma salvadora nas horas de desespero. Logo ali pertinho fica a entrada da biblioteca ❤

Pra concluir, a experiência com a Universidade tem sido um pouco decepcionante. Não que ela em si seja ruim, muito pelo contrário, mas sinto que não estou aproveitando tudo o que poderia se eu de fato pudesse estar em um período que fosse adequado para o nível que eu estava no Brasil. Me sinto repetindo os primeiros semestres de arquitetura, e isso me desanima bastante quanto ao curso.

Dica aos CsF: se você quer escolher Kingston pela qualidade do ensino, assim como eu escolhi, esteja preparado para isso. Ainda assim, se só estiver vindo pra cá por conta de ser Londres, aconselho a aplicar para a London South Bank University que assim ao menos você fica em Central London e se f*de do mesmo jeito…

Até mais galero!

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Kingston upon Thames

Olá, sim voltei.

Há algum tempo não tenho saco pra vir e escrever aqui tudo o que está acontecendo durante meu intercâmbio, porém hoje estou tendo. Tenho muita coisa pra falar, muita coisa pra postar e simplesmente não sei como, mas vou tentar resumir um pouco de tudo e colocar aqui, pois antes de tudo este é o lugar onde quero deixar tudo guardadinho pra poder voltar e reviver sempre esta experiência.

Mimimice à parte, quero começar recomeçando meus posts falando de onde estou vivendo. É um pouco complicado, porque até hoje ainda tenho dúvidas sobre o que é o que. Mas resumindo: a Universidade fica em Kingston upon Thames, que é uma Royal Borough e uma Town, portanto é uma cidadezinha. Por sua vez, está no condado de Surrey, que fica na Grande Londres, porém outros dizem que é no de Londres mesmo. Olha… Acho que é isso. Moro no subúrbio, tendo central London a 20min de trem daqui. Barbada, né? Bom, mas na verdade a town em que eu vivo é Surbiton, pois é onde fica a acomodação da uni. ENFIM, frequento surbiton e kingston, as cidades aqui são pequenas (mesmo, são tipo bairros), e fica tudo pertinho.

Kingston, como mencionei antes, fica no Royal Borough de Kingston mesmo (redundante), e é a cidade mais importante do mesmo. No passado era uma cidade mercantil e era também onde os reis eram coroados, lá pelo séc. 10.

A cidade é bem agitadinha durante os dias de semana pois tem um centro comercial bem completinho, e  além disso é banhada pelo Rio Tâmisa, ou Thames. Os finais de tarde no Riverside são lindos, e as pessoas o utilizam bastante para caminhadas ou só pra relaxar às marges do Thames mesmo.

Acomodação

A acomodação da universidade onde moro, que se chama Clayhill, fica a uns 30min de caminhada do Riverside, e o campus onde estudo (Knights Park) mais ou menos na metade deste caminho. Clayhill fica numa zona residencial super calminha, perto do centro de Surbiton e da estação que leva para Central London. Inclusive, a linha férrea passa logo atrás das acomodações. Consiste em uma recepção com lavanderia e hall comum (com mesa de sinuca e tênis de mesa, e uma televisão que só vi funcionando uma vez) e os demais edifícios são todos os flats. Cada prédio possui três andares, e cada um deles é um flat (4 quartos individuais com banheiro particular e uma cozinha compartilhada), sendo que eu estou no quarto de nº 2, o que é um azar porque o quarto de nº 1 é bem mais espaçoso.

Ainda conta com um campo para atividades ao ar livre, com umas mesinhas, mas nada além disso. Atualmente, como pode se ver na foto, estão reformando os telhados, então está meio com cara de construção, e isso nos incomoda um pouco pois há flats com infiltração e também porque as pessoas que trabalham na obra são barulhentas cedo pela manhã.

Ah, quem mora aqui também é o Tyrone, um gatinho preto e branco que é cuidado pelos caras da recepção. Ele vive por aí se esticando pela common room, e de vez em quando invadindo os flats em busca de comida. Ah, e ainda tem outro gato pretinho vizinho que está sempre por aí. Não preciso nem dizer que eu AMO isso né…

Clayhill também conta com um ônibus da uni gratuito que nos leva para o campus e a estação o dia todo, de 20min em 20min, o que facilita muito a vida. Enfim, resumidamente é isso. Me restam ainda 5 meses e algo vivendo aqui. Se vou sentir falta? Talvez, não tem muito sentido de casa… Parece tudo provisório, e é.

Prometo que tentarei postar mais seguido sobre viagens e atividades da uni. Continuem acompanhando!

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Começando do começo

Sobrevivi! Olá todo mundo, desapareci do blog nessas semanas em função da mudança e adaptação no Reino Unido e ausência de computador, mas já estou de volta pra contar o que aconteceu comigo durante esses dias. Tenho bastante coisa pra falar, mas vamos começar do começo?

downloadResumidamente a viagem foi uma maratona! Havia comprado a passagem XAP-GRU com mais antecedência do que a GRU-LHR. Preferi escolher um horário bem cedo pela manhã, porque assim teria mais flexibilidade na hora da compra do voo internacional, o que me fez ficar vagando pelo aeroporto de Guarulhos o dia inteiro até o embarque para Londres.

A passagem mais barata que encontrei pra vir pra cá, na época, foi pela TAP Portugal. Eu nunca havia feito um voo internacional antes, então não tenho muito parâmetro de comparação pra dizer que o serviço foi bom, mas para mim tudo estava suficientemente bem. O voo atrasou na saída, então fiquei no Brasil um pouco além do planejado, mas conseguimos decolar próximo das 18h com um atraso de 40min. De quebra, nesse tempo que fiquei em solo, encontrei duas CsFers que viriam para Kingston junto comigo. O atraso, no fim das contas, foi proveitoso…

Durante a viagem eu: DORMI. De São Paulo à Londres eu simplesmente só acordei quando sentia cheiro de comida hahahaha, cômico. De quebra, viajei sentada no meio de um PADRE e de BEATAS. Foi tudo muito engraçado, já que aquelas eram as beatas mais puxa-saco de padre que já vi na vida. Ô padre bem tratado…: chocolatinho, barrinha de cereal, balinha… Ainda bem que dormi o resto do tempo. Acordei quando estávamos chegando em Lisboa, pela manhã, para a conexão para Londres, e fiquei por lá por aproximadamente uma hora e meia até embarcar novamente num voo atrasado.

Se eu achava que viajar ao lado daquela gente tinha sido meio estranho, o voo Lisboa-Londres me proporcionou a primeira dor de cabeça em solo ou espaço aéreo Europeu. Uma mãe e seu filho DIEGO (não vou esquecer o nome desta criatura jamais) sentaram ao meu lado, no avião mais apertado que já entrei (imagina quando eu pegar Easyjet…). O GURI SIMPLESMENTE NÃO PAROU DE CHORAR E ESPERNEAR A VIAGEM INTEIRA, me rendendo uma dor de cabeça daquelas,  Crianças amadas né…

Finalmente, próximo das 14h de terça-feira cá estava eu, pisando finalmente em solo britânico. Os guias da Uni nos esperavam em Heathrow para poder nos enviar para nossas casas, e que bom se isso tivesse sido rápido… Rodamos todos os terminais do aeroporto e só chegamos em Clayhill quando o dia estava indo embora.

Apesar de ser uma viagem longa e cansativa não senti cansaço físico nem psicológico durante nem depois dela. Bateu um desesperozinho por me dar conta da distância de casa e daqueles que eu amo e preciso, mas me tranquilizo por saber que essa fase é passageira e que tenho pela minha frente experiências maravilhosas para vivenciar. Então, let’s do it!

Volto logo para falar um pouco sobre a acomodação, o curso e a cidade em si. Até!

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Preparação da viagem

Olá queridinhos/as.

Estarei deixando o Braziu amanhã de tarde e, como esses últimos dias me dediquei mais à preparação e despedidas (e ainda mais contando com minha preguiça de explicar tudo em detalhes pra vocês), decidi que faria um post único e resumido para elucidar questões referentes à toda a preparação da viagem: auxílios, documentos, visto… Vai ser um post mais longo, mas quero aproveitar que ainda estou nos BR pra fazê-lo logo.


Além do mais, existem vários blogs por aí que esmiúçam muito mais cada questão que colocarei aqui, então, se você está aqui para que este post te ajude (de verdade), vale mais a pena dar uma procurada nos seguintes: Rayra sem Fronteiras, Dreams of Gasparini, Na Terra de Beth… Enfim, sempre que tive alguma dúvida foram estes blogs que consultei e eles são bem completinhos pra isso, beleza? Não vou ficar aqui repetindo tudo nos mínimos detalhes e vou focar mais na minha experiência com esses processos…. Mas ok, vamos lá!

1. Dilma Card e Auxílios

Primeira coisa que me aconteceu logo depois de todos os processos anteriores que já citei aqui no blog, foi o recebimento do cartão bolsista, vulgo DilmaCard, e os dados bancários para o recebimento dos auxílios. Mas vamos por partes: sobre os auxílios, é importante que já se tenha a conta no Banco do Brasil, porque assim é mais barata a conversão de R$ pra £, pelo menos essa opção que escolhi pra levar o dinheiro dos auxílios que caíram na conta do BB aqui em R$, assim perco menos dinheiros na conversão final. Se preparem, porque é bastante dinheiro e a compulsão de sair e gastar é grande.. hahaha, mas controlável. Você precisa ter em mente que esse dinheiro você vai precisar depois, e tudo o que conseguir economizar poderá ser usado depois no país de destino para viajar ou pra ter como reserva pra alguma emergência mesmo. Com o dinheiro que recebi contratei o seguro-saúde Mundo Ouro Prata, comprei minha passagem pela TAP Portugal, consegui ainda cobrir o valor para a retirada do visto (falo mais disso depois), comprei minha mala e ainda sobrou muito dinheiro, mas que já tem destino: comprar o material didático (notebook, câmera fotográfica, demais eletrônicos), materiais para a minha accomodation, etc.

Sobre o Dilma Card, recebi nele as libras referentes ao pagamento de três meses de bolsa, porém ouve um erro e havia sido depositado somente parte do dinheiro. Mas agora, já foi tudo resolvido e receberemos o valor completinho. Ele é um cartão pré-pago, no qual somente o governo têm acesso e pode fazer os depósitos. Hoje em dia ele é um cartão com chip, que facilita a compra direta em alguns estabelecimentos, mas acho bem arriscado ficar andando com ele por aí, afinal é este cartão que vai prover minha subsistência nesse próximo ano, né… O que irei fazer é transferir minhas bolsas para uma conta de um banco local (ou não, ainda não decidi direito). A única coisa a ser feita depois do recebimento dele é o desbloqueio, que é feito através de uma ligação à central de atendimento do BB Americas, que pode ser feita gratuitamente pelo Skype. Bem simples.

2. CAS e Visto Tier 4

Você não será capaz de conseguir a categoria de visto necessário sem antes receber o bendito CAS, que nada mais é que o seu número de registro na Universidade como estudante no Reino Unido. Além deste número (composto por letras e números) a Kingston University já fez a mão e mandou todos os dados que a application do visto pede sobre a instituição de ensino e demais informações que eles fornecem. O meu CAS veio num e-mail, bem mixuruca mesmo, sem nenhuma assinatura nem nada, só no corpo do e-mail. Achei meio estranho, mas é assim mesmo. Algumas universidades até mandam uma carta, mais formal, mas como ele é um número de registro, não necessita ser tão ~fancy~.

Para requerer o visto é necessário completar a application no site Visa4UK. Certa vez era necessário preencher o famouso Appendix 8, mas agora todas aquelas perguntas são feitas online e você imprime no final a application e leva para o VAC (lugar onde se encaminha o processo no Rio, São Paulo ou Brasília). Fiz minha application no site, imprimi, paguei a taxa e deixei tudo pronto para o dia 05/08 fazer a entrevista e entregar os documentos em São Paulo. Para chegar no VAC é super simples: no metrô você desce na estação Berrini, anda uns 200m e está na frente do “World Trade Center São Paulo”.

Minha entrevista estava marcada para as 9h, então cheguei lá 8:30h e me dirigi ao balcão de recepção. Fui informada que somente às 9h em ponto eu poderia solicitar um crachá para subir até o escritório. Finalmente, às 9h 10min estava eu sentada preenchendo o check list de documentos. É necessário ter em mãos, originais e cópias:

  • CAS
  • Carta de Benefícios do CNPq
  • Certificado de proficiência
  • Formulário online preenchido para o agendamento do visto
  • Histórico escolar em português (o mesmo da inscrição no CsF e UUK)
  • Histórico escolar em inglês (o mesmo da inscrição no CsF e UUK)
  • Passaporte

É importante dizer que quem confere os documentos é a gente. Ninguém está lá para dizer “faltou tal coisa”, a completa responsabilidade de estar tudo ok para a submissão é sua! Se o visto vier negado, azar. Depois disso preenchi meu endereço num envelope, fui fazer a biometria e a entrevista com uma inglesa super fofa através de videoconferência. Me dirigi à loja da Kodak que fica no Shopping D&D (no mesmo prédio), fiz a foto para o visto, entreguei as mesmas no balcão e estava feito, só esperar ser entregue meu passaporte em casa já com o visto.

Como o escritório fica no Rio de Janeiro, esperei mais ou menos 15 dias entre a submissão e a entrega via correios do envelope com meus documentos. Voltaram todos os originais e mais essa belezinha aqui:

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Meio inacreditável isso, mas é lindo receber o teu visto. No primeiro dia fiquei bem encantadinha, confesso… Lindo, né?

3. Universidade Brasileira e Procuração

Os processos na minha universidade (UFFS) foram relativamente simples. Tive que deixar em mãos da Secretaria Acadêmica uma declaração dos Assuntos Internacionais atestando a veracidade da minha participação no programa, que me foi fornecida através de uma assinatura no verso da minha Carta de Benefícios. Havia encaminhado para eles também uma cópia do CAS, com as datas de início e término das atividades. Simples, e só isso. Dessa forma pude fazer o pedido de Mobilidade Acadêmica, no qual minha matrícula aqui no Brasil ficará numa espécie de trancamento, e assim que eu voltar posso pedir o desligamento da mobilidade.

Falando mais sobre coisas que ficam no Brasil, fiz uma procuração de plenos poderes em nome da minha mãe, para que ela possa me representar em qualquer situação aqui no Brasil. Incluí também nesta a agência e conta bancária para que possa ser manipulada por ela também, no caso de necessidade. Há vários modelos pela internet, mas no cartório mesmo eles orientam quanto ao quê você precisará. De qualquer forma, fui informada de que qualquer processo que eu precise fazer diretamente de Londres é o Consulado Brasileiro que devo procurar para dar os encaminhamentos necessários.

4. Últimos detalhes

Por fim, fiz um check-up geral com meu médico só pra ter certeza que não terei que acionar meu seguro-saúde logo de cara (e quem é que quer né?), e de quebra já comprei alguns remédios que corriqueiramente preciso como para: dores de cabeça e no corpo, cólicas e dores abdominais, gripe e resfriados, dor de ouvido (sim, com 20 anos na cara), dor de garganta, e outras cositas más. Providenciei juntamente com eles alguns itens de higiene que sei que lá são bem mais caros (como pasta de dente, simmm, estou levando um estoque), e absorventes já que posso não encontrar lá os que gosto.

Minha mala custou a ser comprada. Estava muito na dúvida entre aquelas de tecido ou de policarbonato, já que sei que não é legal investir muito dinheiro nisso pois a probabilidade de ela ser inutilizada após uma única viagem é relativamente grande. Mas prezando pela minha comodidade e segurança contra impactos, acabei adquirindo uma de policarbonato G que coube todas as minhas coisas bem certinho. Nos posts sobre a viagem vocês poderão vê-la, espero que esteja minimamente inteira. Estarei levando esta mala grande, mais uma mochila e necessaire na cabine comigo. Só estou levando roupas que eu uso aqui, e itens que utilizo diariamente pois tenho certeza que lá não terei problemas em encontrar o que precisarei.

Agora só resta ir para eu continuar contando essa história pra vocês 😉

Quero pedir desculpas pela falta de imagens no texto, notei que ficou bem pesado por vezes, mas não estou com cabeça mais pra lembrar de tudo e sim na expectativa da realização de tudo o que foi planejado. Até terça-feira ficarei meio sumida, mas assim que conseguir comprar o que preciso volto aqui e conto tudinho sobre a viagem, as acomodações e as primeiras impressões de Kingston e de Londres.  Até a Europa, amigos!

ass

Em breve!

Olarrrrr galero!

Londres

Como todos já devem estar sabendo (e pra aqueles que ainda não sabem) estou de viagem marcada pra setembro deste ano…

Então…

Estou desenvolvendo este blog para quando chegar no UK poder manter contato com todos que se interessarem pelo 1 ano de intercâmbio que farei no Reino Unido. Será uma alternativa para que eu conte de uma só vez minhas aventuras e não-aventuras pelas terras da Rainha e pela Europa. Sim, Sheila blogueira. -q

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Ainda estou em processo para ajeitar tudo pra ir pra lá: visto, auxílios, passagens, acomodações…. essa lista é grande, mas aos poucos tudo vai ficando pronto. Assim que a data da viagem chegar mais perto vou começar os posts mais periódicos dando dicas e contando como estará sendo esta experiência para mim no sentido de fazer com que amigos e família (e demais interessados) possam acompanhar minha vida na Inglaterra, e, de alguma forma, poder fazer parte disso também.

Em breve volto pra falar um pouco sobre a universidade na qual vou estudar e onde ficarei Greater London, bitches!, além de explicar um pouco os processos pelos quais passei pra chegar até o dia da viagem.

Espero que vocês fiquem à vontade para comentar e acompanhar a viagem por aqui!

See you soon.

ass